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Monday, February 05, 2007

PROGRAMADORA BRASIL

notícia da Cinemateca Brasileira, no Neorama dos Quadrinhos




A partir do comunicado de imprensa da Cinemateca Brasileira

09 de fevereiro a 03 de março
Em fevereiro, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lança a Programadora Brasil, um projeto inédito de difusão do cinema brasileiro que promoverá a exibição de filmes em circuitos não-comerciais, atendendo a cineclubes, pontos de cultura, escolas e universidades públicas e privadas, entre outras instituições. A iniciativa, realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), tem como objetivo democratizar o acesso ao cinema nacional, permitindo uma maior circulação dos filmes produzidos no país, e também estimular a formação de público. A Cinemateca Brasileira exibirá, em sessões diárias, todos os filmes que integram o primeiro pacote de filmes do projeto.

Sala Cinemateca
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954

Exibição em DVD, com entrada franca

PROGRAMAÇÃO


09/02 – sexta

15h30
O catedrático do samba, de Alessandro Gamo e Noel dos Santos Carvalho
São Paulo, 1999, 16mm, cor, 23’
Registro sobre a vida do cantor e compositor paulista Germano Mathias.

Samba Riachão, de Jorge Alfredo
São Paulo, 2001, 35mm, cor, 86’
O filme apresenta um panorama do samba na Bahia, onde o popular sambista Riachão, de 80 anos de idade, viveu mais de seis décadas cantando, compondo e influenciando gente como Caetano Veloso e Tom Zé.

10/02 – sábado


19h30
A linguagem de Orson Welles, de Rogério Sganzerla
Rio de Janeiro, 1991, 35mm, pb/cor, 15’
Ensaio sobre as idéias e propostas da linguagem revolucionárias que Orson Welles tentou concretizar em seu projeto brasileiro de longa-metragem It´s all true (1942). Grande Otelo, numa entrevista emocionada, relembra as bebedeiras com o amigo americano.

Tudo é Brasil, de Rogério Sganzerla
Brasil, 1998, 35mm, pb/cor, 82’
O filme investiga os motivos que levaram os estúdios americanos da RKO, produtora do longa-metragem It´s all true (1942), a interromper as filmagens.

11/02 – domingo

18h20
Uma sessão de cinema dos anos 20, coletânea que inclui os filmes Batismo de Carmencita (Brasil, 1921, 35mm, pb, 2’); Rossi atualidades 126 (Brasil, 1926, 35mm, pb, 4’); Fragmentos da vida, de José Medina (Brasil, 1929, 35mm, pb, 30’); Exemplo regenerador, de José Medina (Brasil, 1919, 35mm, pb, 7’) Sessão que relembra a dinâmica de programação de um cinema nos anos 20. Da exibição complementar de cinejornais, nos quais se veiculavam notícias e fatos da época, à projeção dos filmes brasileiros lançados no período.


13/02 – terça

15h00
A canga, de Marcus Vilar
Paraíba, 2001, 35mm, cor, 12’
W.J. Solha, Zezita Matos, Everaldo Pontes, Servílio de Holanda
Numa lavoura atingida pela seca, em pleno sertão paraibano, o patriarca de uma família obriga a mulher, os filhos e a nora a colocarem nos ombros uma canga de boi e a trabalhar como animais. Imagens fortes e belíssimas fotografadas por Walter Carvalho.
Amarelo manga, Cláudio Assis
Pernambuco, 2002, 35mm, cor, 100’
Matheus Nachtergaele, Jonas Bloch, Dira Paes, Chico Diaz
Retrato visceral do baixo mundo da cidade do Recife feito a partir de personagens que remetem ao universo do dramaturgo Nelson Rodrigues.


14/02 – quarta

17h00
Terra estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas
Brasil/Portugal, 1995, 35mm, pb, 100’
Fernanda Torres, Fernando Alves Pinto, Luís Melo, Laura Cardoso
Os efeitos da política econômica desastrosa do governo Collor servem de ponto de partida para o filme. As perspectivas de um futuro incerto levaram centenas de brasileiros a fazer do aeroporto a única saída para a crise nacional. Este é o caminho escolhido por Paco, personagem de estréia de Fernando Alves Pinto.


21h30
SuperOutro, de Edgar Navarro
Bahia, 1989, 35mm, cor, 48’
Bertrand Duarte
Mítico média-metragem de Edgar Navarro, narra a viagem de um louco pela cidade de Salvador. Na tentativa de libertar-se da miséria que o assedia, acaba por subverter a própria lei da gravidade.


15/02 – quinta

17h00
O chamado de Deus, José Joffily
Rio de Janeiro, 2000, 35mm, cor, 90’
Prêmios de melhor documentário e melhor montagem no Festival de Brasília de 2000, apresenta uma visão atual da Igreja Católica no país. Traz depoimentos de jovens com vocação religiosa, colocando representantes da Ordem dos Franciscanos em oposição aos da Renovação Carismática.


16/02 – sexta

19h00
Bebel, garota propaganda, de Maurice Capovilla
São Paulo, 1967, 35mm, pb, 103’
Rossana Ghessa, John Herbert, Paulo José, Geraldo d’el Rey
A partir da trajetória de uma moça ansiosa por cartaz e fama, o filme questiona os valores veiculados pela indústria cultural e a banalização da mulher. Baseado em texto de Ignácio de Loyola Brandão, este primeiro longa-metragem de Maurice Capovilla foi feito com poucos recursos e com a colaboração do cineasta Roberto Santos.

17/02 – sábado

17h00
O prisioneiro da grade de ferro (Auto-retratos), de Paulo Sacramento
São Paulo, 2003, 35mm, cor, 123’
Documentário produzido a partir de uma oficina realizada pelo diretor e sua equipe com os presidiários e funcionários da Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, à época o maior presídio da América Latina. Feito a partir da reunião de fragmentos captados pelos próprios presidiários, o filme escapa da mera denúncia e do didatismo para favorecer a experiência e o ponto de vista dos que vivem no cárcere.


18/02 – domingo


15h00
Curtas infantis 1, coletânea que inclui os filmes:
Isabel e o cachorro flautista, de Christian Saghaard
São Paulo, 2004, 35mm, cor, 14’
O tamanho que não cai bem, de Tadao Miaqui e alunos da escola Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva
Rio Grande do Sul, 2001, 16mm, cor, 7’
Alma carioca – um choro de menino, de William Côgo
Rio de Janeiro, 2002, vídeo, cor, 5’
Disfarce explosivo, Mário Galindo
São Paulo, 2000, 35mm, cor, 6’
O nordestino e o toque de sua lamparina, de Ítalo Maia
Ceará, 1998, 35mm, cor, 8’
Mitos do mondo: como surgiu a noite?, de Andrés Lieban
Rio de Janeiro, 2005, vídeo, cor, 6’
Historietas assombradas (para crianças malcriadas), de Victor-Hugo Borges
São Paulo, 2005, 35mm, cor, 16’
O programa Curtas Infantis 1 reúne sete animações para a criançada. Feitas em diversas técnicas e condições, formam interessante panorama da produção no gênero. Os trabalhos que abrem e encerram o programa, justamente os mais recentes, são frutos do edital infanto-juvenil do Ministério da Cultura, o Curta Criança.


20/02 – terça

18h10
Acossada, de Karen Black e Karen Akerman
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, pb, 7’
Ruy Guerra, Karen Black, Karen Akerman, Lourival Batista
Ironiza o chamado “cinema da retomada” através de uma releitura de Acossado, clássico de Jean-Luc Godard, e nos permite entender de maneira crítica um momento particular da história do cinema nacional.
Estorvo, de Ruy Guerra
Brasil/Cuba, 1998, 35mm, cor, 95’
Jorge Perugorria, Bianca Byington, Xando Graça, Ataíde Arcoverde
Adaptação do romance homônimo de Chico Buarque, assinala uma ruptura com a linguagem hegemônica do cinema brasileiro dos anos 90. Por meio de uma estrutura circular, subjetiva, pautada pela dissolução do espaço e do tempo, narra o pesadelo existencialista de um personagem à deriva, sem perspectivas, a caminho da marginalidade.


21/02 – quarta


15h30
Mina de fé, de Luciana Bezerra
Rio de Janeiro, 2004, 35mm, cor, 15’
Carla Severo, Manuel Junior, Luciano Vidigal, Dila Guerra
Rodado no Morro do Vidigal, com elenco e equipe integral do Nós do Morro, projeto que tem como objetivo formar atores e técnicos, além de despertar na comunidade o interesse pelo teatro, cinema e as artes em geral, o filme narra a história do amor vivido por dois jovens, Silvana e Maninho, chefe do tráfico da favela em que moram.
Cafuné, de Bruno Vianna
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, cor, 73’
Priscila Assum, Lúcio Andrey, Dilma Lóes, Carlo Mossy
Primeiro longa-metragem de Bruno Vianna, trata de jovens de origens sociais distintas que estão iniciando a vida adulta na conturbada cidade do Rio de Janeiro. Cafuné foi o primeiro filme brasileiro a aproveitar os avanços tecnológicos para fazer uma distribuição com versões alternativas, o que surpreendeu a opinião pública pela imprevisibilidade ou impossibilidade de uma visão única sobre o conflito mostrado nas telas.

22/02 – quinta


17h10
A hora da estrela, de Suzana Amaral
São Paulo, 1985, 35mm, cor, 96’
Marcélia Cartaxo, José Dumont, Tamara Taxman, Fernanda Montenegro
Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, primeiro longa-metragem de Suzana Amaral narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. Alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.

23/02 – sexta

19h10
Meteorango Kid – Herói intergaláctico, de André Luiz Oliveira
Bahia, 1969, 35mm, pb, 80’
Antônio Luiz Martins, Milton Gaúcho, Nilda Spenser, Manuel Costa Jr.
“Meteorango Kid é um soco violento que comove e revolta”. Foi com esta frase que o escritor baiano Jorge Amado definiu o filme, após sua primeira sessão no V Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme revela de uma forma absolutamente escrachada aspectos marcantes da juventude daquele momento, uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita.


24/02 – sábado

17h00
Cidade Oculta, de Chico Botelho
São Paulo, 1985, 35mm, cor, 75’
Arrigo Barnabé, Carla Camurati, Claudio Mamberti, Celso Saiki
Uma síntese de variados gêneros cinematográficos, usando a arquitetura futurista de São Paulo como cenário natural da trama. Faz referência a vários elementos da cultura pop, aos filmes noir e foi inspirado no quadrinho Spirit de Will Eisner.


25/02 – domingo

16h00
Curtas infantis 2, coletânea que inclui os filmes:
Maré Capoeira, de Paola Leblanc
Rio de Janeiro, 2005, vídeo, cor/pb, 15’
Caçadores de saci, de Sofia Federico
Bahia, 2005, vídeo, cor, 13’
Dona Cristina perdeu a memória, de Ana Luiza Azevedo
Rio Grande do Sul, 2002, 35mm, cor, 13’
Paisagem de meninos, de Fernando Severo
Paraná, 2003, 35mm, cor/pb, 25’
O programa Curtas Infantis 2 traz quatro ficções protagonizadas por crianças e adolescentes. Maré Capoeira e Caçadores de Saci foram produzidos a partir do edital infanto-juvenil do Ministério da Cultura, o Curta Criança. Dona Cristina Perdeu a Memória discute o esquecimento de uma idosa através de sua relação com um menino de oito anos, enquanto Paisagem de Meninos mostra os dilemas de um grupo de garotos que querem assistir um seriado no cinema, nos anos 30.


27/02 – terça

15h30
O homem nu, de Hugo Carvana
Rio de Janeiro, 1997, 35mm, cor, 75’
Cláudio Marzo, Lúcia Veríssimo, Daniel Dantas, Isabel Fillardis
Baseado na novela de Fernando Sabino, A Nudez da Verdade, já filmada em 1967 por Roberto Santos. O Homem Nu traz a marca inconfundível de Carvana: o humor, a grande variedade de personagens e, principalmente, o foco sobre a cidade do Rio de Janeiro.


28/02 – quarta

17h40
Animações para adultos, coletânea que inclui os filmes:
Onde andará Petrucio Felker, de Allan Sieber
Rio de Janeiro, 2001, 35mm, cor, 13’
02. Conjunto residencial, de Adams Carvalho e Olívia Brenga
São Paulo, 2005, vídeo, cor, 5’
Engolervilha, de Marão
Rio de Janeiro, 2003, 35mm, cor, 8’
Desirella, de Carlos Eduardo Nogueira
São Paulo, 2004, vídeo, cor, 11’
Deu no jornal, de Yanko del Pino
Rio de Janeiro, 2005, 35mm, cor, 3’
Pax, de Paulo Munhoz
Paraná, 2005, 35mm, cor, 14’
Este programa é fruto do desenvolvimento do mercado de animação no país, que supriu algumas demandas temáticas e diversificou a produção profissional. O interesse do público adulto pelo gênero, suscitado inicialmente por trabalhos estrangeiros exibidos nas salas de cinema e televisão, chega agora também à produção nacional. A seleção é composta por títulos premiados no circuito de festivais e com expressiva exibição pela internet.

01/03 – quinta

17h30
Humberto Mauro – Brasilianas Vol.1, coletânea que inclui os filmes:
Canções populares (“Chuá... Chuá...” e “A casa pequenina”)
Rio de Janeiro, 1945, 35mm, pb, 7’
Canções populares (“Azulão” e “O pinhal”)
Rio de Janeiro, 1948, 35mm, pb, 8’
Aboio e catinga
Rio de Janeiro, 1954, 35mm, pb, 10’
Engenhos e usinas – Música folclórica brasileira
Rio de Janeiro, 1955, 35mm, pb, 8’
Cantos de trabalho – Música folclórica brasileira
Rio de Janeiro, 1955, 35mm, pb, 10’
Manhã na Roça – O Carro de bois
Rio de Janeiro, 1956, 35mm, pb, 8’
Meus oito anos anos – Canto escolar
Rio de Janeiro, 1956, 35mm, pb, 11’
Apresenta algumas obras de Humberto Mauro, um dos pais do cinema brasileiro. Personagem que perpassou diversas épocas históricas, do ciclo regional de Cataguases (período de produção cinematográfica regional, de 1925 a 1930, que revelou o talento do cineasta) até seu trabalho na direção do INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo), sua trajetória única lançou bases no registro do homem simples do interior, de seus costumes e tradições. Esse apanhado de produções das décadas de 40 e 50 é bem representativo de sua carreira.

02/03 – sexta

19h00
Alma corsária, de Carlos Reichenbach
São Paulo, 1993, 35mm, cor, 111’
Bertrand Duarte, Jandir Ferrari, Andrea Richa, Carolina Ferraz
Um questionamento sobre a importância da arte num mundo dominado pelo consumismo e pela competitividade vil. Os personagens principais são os poetas Torres (Bertrand Duarte) e Xavier (Jandir Ferrari) inspirados respectivamente em Augusto dos Anjos e Cesário Verde.
03/03 – sábado

15h00

O canto do mar, de Alberto Cavalcanti
São Paulo, 1953, 35mm, pb, 87’
Margarida Cardoso, Cacilda Lanuza, Aurora Duarte, Antônio Martineli
História de retirantes da seca que foram para o litoral, primeira etapa da migração em direção ao sul, encontrando uma sina de loucura, miséria, traições e desesperança da qual o menino-protagonista deseja escapar. O filme adapta para o litoral brasileiro a história de En rade, produção francesa dirigida pelo próprio Cavalcanti em 1927.


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